Nissan e UFSC vão estudar reúso de baterias do Leaf

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Convênio vai explorar diversas possibilidades de armazenamento de energia

Nissan e UFSC vão estudar reúso de baterias do Leaf

A Nissan e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vão estudar juntas soluções futuras para as baterias usadas de veículos elétricos. A formalização do acordo entre a montadora e a instituição de ensino ocorreu na sede do laboratório Fotovoltaica UFSC (Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar) com a presença do presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva, do pró-reitor de pesquisa da instituição, Sebastião Soares, e do coordenador do laboratório, Ricardo Rüther.

Os convênios a serem firmados no futuro permitirão que a Nissan e a UFSC testem as aplicações dessas baterias. O início dos estudos precede o lançamento da nova geração do Leaf no Brasil, que ocorrerá em 2019.

A montadora vai fornecer inicialmente à instituição de ensino seis baterias de veículos Nissan Leaf utilizados como táxis em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 2012 e 216, como parte de um projeto especial da empresa.

“Após a utilização nos carros, as baterias ainda possuem uma grande capacidade de carga e abastecimento. No Brasil, o trabalho conjunto com os pesquisadores da UFSC será fundamental para que todo o potencial delas seja testado”, disse Marco Silva.

Entre os trabalhos dessa parceria haverá o estudo do potencial das baterias como sistemas de armazenagem de energia, o que a Nissan chama em todo o mundo de Xstorage Buildings (Edifícios de Armazenagem) para a geração de energia de maneira independente da rede elétrica convencional.

Considerando o consumo médio residencial no Brasil de 5,66 kWh/dia, a energia acumulada em uma bateria poderá, por exemplo, abastecer uma casa por três dias. A armazenagem de energia solar também será um dos temas de estudo. Uma das primeiras aplicações planejadas pelos pesquisadores vai ocorrer no próprio prédio do laboratório Fotovoltaica.

A energia gerada durante o dia pelos módulos fotovoltaicos instalados sobre os prédios do laboratório ficará armazenada nas baterias do Nissan Leaf para ser utilizada durante a noite, quando a tarifa é mais alta.

“A parceria com a Nissan é de extrema importância para nosso laboratório porque vai permitir que a gente una os dois pilares das nossas pesquisas, a mobilidade elétrica e o armazenamento de energia. Estamos animados com as diversas possibilidades de aplicação dessas baterias”, comenta Rüther, coordenador do laboratório.

No ano passado o grupo desenvolveu um ônibus elétrico alimentado exclusivamente por energia solar, usado diariamente para o transporte de pesquisadores e alunos (veja aqui).

O uso alternativo de baterias do Leaf já é realidade em algumas partes do mundo. Em junho deste ano a Nissan inaugurou no estádio Johan Cruyff Arena, na Holanda, o maior sistema de armazenamento de energia da Europa. Alimentado por 148 baterias do Leaf, funciona de forma independente sem conexão com a rede elétrica convencional.

No Japão, a Nissan e sua afiliada 4R Energy Corporation se uniram à cidade de Namie, no nordeste do país, para instalar postes de luz alimentados por uma combinação de painéis solares e baterias retiradas do automóvel.

Fonte: Automotive Business